quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pedaço partido

Não tente desvendar os meus segredos e nem tampouco os meus sonhos Não vos demonstrarei e nem os mostrarei a qualquer um que aqui entrar... Saiba! Sou um cofre! Nele armazeno um museu, uma história que é pertinente somente a minha pessoa Não me pergunte mais nada! Apenas devolva-me os meus objetos de valor que lhe dei quando ainda estávamos juntos... Não quero dizer materiais, mas objetos concretos como minha consciência e meus sentidos. E você sugando todos os meus anseios sem nada a me dar... Devolva-me a minha metade que foi perdida nos vagões do trem onde te encontrei... Este trem da vida, que já parou em vários lugares e estações... Só falta parar na sua alma! Então, por favor, devolva-me a realidade que antes era mais bela e mais límpida. Você chegou e fez um arrombo grande no meu peito, Arrancando meu coração e me deixando sem batimentos. Como irei sobreviver? Nele estão os meus amores, a minha razão, a minha construção... E hoje?! Só me restaram cacos... Pedaços de vidros espalhados pelo meu corpo... Nunca mais faça assim comigo, Pois os pedaços não podem ser reconstruídos, mas tenha certeza de algo, Um dia você mesma pisará neles e poderá se cortar para sempre Assim como fez comigo!

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